“Um dia deleuziano na minha vida.” Meus pensamentos, concepções e conceitos, nesse momento estão sendo desconstruídos, não quero ser o mesmo de um segundo atrás. Quero ser diferente, no meu agir, no meu jeito de pensar, desejo outra forma, de ser e estar, nesse plano concreto. O meu mundo precisa de outros intercessores que sejam meu ponto de apoio. Estou encantado, por esse universo, o do “conhecimento”. Como pude viver distante dele, não posso mais e não quero viver sem ele. Quando dizem que o conhecimento é a riqueza da vida, concordo, ele não é matéria física, é plano de imanência que potencializa a vida, junto com o abstrato que estão juntos.
O conhecimento trabalha a potência da vida como campos geográficos, que são permeados por platôs, linhas da existência, como um plano de desenvolvimento, que nos atravessa. Em que, algumas partes são reais e outras não. São dois universos, em que me cortam e que não posso viver sem eles. É como o homem que não pode viver sem o companheiro (a), a prática sem a teoria, o sujeito sem o saber, a natureza sem o animal, a criança sem a escola, a educação sem a pesquisa. Um plano potencializa outro não estão separados. É, como eu me sinto, nesse momento, sendo potencializado, pelos meus intercessores, do plano abstrato, do concreto, dos devires dos meus professores e dos amigos
Não quero idealizar outro jeito de viver a vida. Quero apenas viver outra não mais essa que estou amarrado, cercado do viver da mediocridade, da ignorância, da personalização, do silêncio da violência, da fraqueza frente à injustiça, do padrão que me interpela das regras codificadoras que me codificam, das fórmulas do pré-conceito que me engessa, do modelo que me influência a ser o que eu não quero, um sujeito ideal. Não quero mesmo.

